" O Carnaval já nasceu connosco..."



























"(...) 
O Carnaval já nasceu connosco e já os velhos faziam isso, mas o Carnaval era mais rigoroso nesse tempo, o pessoal não era tão educado. Qualquer briga de namorico ou da rega das águas, era pago nestes dias. Havia quase sempre zaragatas. … Também acompanhei o farranjo mas no entanto eu livrava-me das marés, que é quando via a coisa a ficar azeda, porque às vezes o Carnaval durava mais de um ano pelos tribunais. (José Rua, reformado)

Havia muitas vinganças. Eu tinha uma tia que era professora primária mas era muita má. E não havia Entrudo em que ela não saísse para moer, inclusive no marido. Para dar pancada, mas pancada a sério. (…) Eram as mulheres que se vestiam de Careto. É um ritual de inversão não tenha dúvidas, é assim que eu me lembro da minha infância. (Amândio Lourenço, Presidente da Casa do Povo)
(...)"
Excertos do texto CARNAVAL AQUI EM LAZARIM SEMPRE FOI MEIO MAROTO. MÁSCARAS, TESTAMENTOS E PRÁTICAS CARNAVALESCAS por Dulce Simões, antropóloga

© Fotos Luís Conde
Lazarim, 2006, 2008, 2014, 2015 (Fevereiro)