Outono







Sobra-me tempo todos os dias para esperar por ti.
E para pintar os teus sinais numa aguarela imaginária.
O teu cheiro, os teus sussurros, as tuas cores, o teu corpo e sabor fresco serpenteiam dentro de mim nesse tempo que sobra.












Quando chegas respiro contigo o tempo que não sobra.
A tua essência é maior do que posso sentir.
Somos juntos um poema de emoções que aquecem o frio que trazes contigo.










Instantes efémeros que parecem perpétuos... o meu corpo entregue à tua cor, ao teu frio, ao teu toque... sentir tudo como num falso batimento do coração, abandonado pela alma...







© Texto e imagens por Luís Conde
Bailarina: Carolina Fonseca